Caminhava pela rua úmida de sereno... Os postes refletiam no asfalto.
As luzes vagalumeiam e refletem também na umidade dos olhos. Se perdem no horizonte traçado por prédios moribundos devastados por solidão. "A tendência é morrer solitário. Há de morrer sem ao menos ter consciência de sua própria solidão" - os ecos dos passos profetizam. As luzes do poste se tornam coadjuvantes quando a madrugada inicia o parto de um novo dia, mesmo quando o céu já nasce nublado.
Hoje já é amanhã. O que vem?


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