sexta-feira, fevereiro 12, 2010

II

A tua violência me lança no deserto
A cada passo dado, o andar perde sentido.
Ainda assim não perco o meu rumo
Mesmo sem ter a noção do caminho.

Amados serão os rios que por mim passaram...
Por mais que as lembranças d'água me façam sofrer.
É do sofrimento que retiro os espinhos
que conservam a água de uma seca memória.

De mim, nem tuas tempestadaes tirarão o que guardo
Por mais que teus ventos soprem areia em meus olhos.
O que guardo retirei do teu profundo oceano
E está num lugar onde os teus ventos não alcançam.

A tua natureza é indomável... A tua natureza é genuina.
Será respeitada, jamais esquecida.

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